
If You Have To Go Don't Say Goodbye..
É com alguma tristeza e ao som de Smashing Pumpkins - For Martha, que escrevo estas linhas, pois nestes últimos tempos, todas as pequenas coisas que guardo com preciosidade, têm esmorecido aos poucos.A primeira, e talvez a que sinto com mais frequência é a falta da mariana, a inconvencional, sempre espontânea e igual a si mesma, que consegue sempre dizer a coisa menos apropriada, no momento mais apropriado, sinto falta da loucura dela e sinto falta dela. Infelizmente ela está a estudar na Áustria e só regressa a Portugal em Agosto.
Apesar de Agosto ser uma altura de férias, temo que talvez não a veja nessa altura, devido ao facto que ela talvez vá passar as férias com a família e eu não tenha oportunidade de estar com ela. O que me entristece um pouco porque o nosso grupo anda um pouco disperso e incerto quanto ao futuro próximo, o mais provável é que as minhas férias se resumam a umas férias solitárias em Lisboa sem nada para fazer.
A Segunda, foi a recente noticia que um grande amigo meu, pelo qual tenho uma estima do tamanho do mundo, se ia embora (hoje vou ao café com ele para me despedir, dado que ele parte amanhã em viagem), numa missão voluntária qualquer, para um destino qualquer, que ou ainda não sabia, como afirmou, ou não me quis dizer. Ao longo dos anos temos passado bons e maus momentos, partilhamos alegrias, tristezas, bons e maus humores, dúvidas e algumas confidências.
Apesar de todos os meus amigos serem aquilo que são, um bocadinho de mim própria sem os quais eu não seria o que sou hoje, estes dois tem uma importância especial para mim, talvez por serem os mais carismáticos do grupo, ou aqueles com quem eu me identifico mais.
É curioso no entanto, que mal consigamos retroceder no tempo e lembrarmo-nos exactamente de como éramos há apenas uns 3 ou 4 anos atrás. Todos nós mudamos, quer tenhamos evoluído a nível de ideias ou opiniões formadas, quer a nível de decisões e atitudes. Essas mudanças são apenas perceptíveis quando olhamos para trás e comparamos aquilo que éramos com aquilo que somos hoje em dia. Naquela altura éramos tão diferentes...
Apesar de as mudanças terem tido efeitos positivos nalguns casos, é difícil não ter momentos nostálgicos quando pensamos em tudo aquilo que vivemos, e é difícil encarar o futuro sem essas lembranças.
Eu sei, no entanto, que tudo isto é apenas outra fase que estamos a atravessar nas nossas vidas, tal como sei que estas separações apesar de parecerem longas, são apenas temporaneas e passageiras. Na verdade não me imagino, nem quero imaginar-me sem o grupo com quem tenho convivido durante tanto tempo, especialmente sem estes dois cromos caramelos de quem tanto gosto.
Espero sinceramente que nos continuemos a aturar mutuamente até aos 80 anos mesmo que tenhamos Parkinson, Alzheimer, usemos fraldas, e sejamos uns velhos chatos e rabujentos que se agridem mutuamente com bengalas, num lar da 3ª idade.