terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ano Novo, Vida Nova

Or So they say...
pois é, mais um ano que passou, um ano cheio de alegrias e tristezas, de pequenas derrotas e de pequenos triunfos, de grandes incertezas, de pequenas mudanças e de muita saudade. é assim que descrevo o resumo de 2007, quanto a 2008, e apesar de ter mudado muita coisa na minha vida (finalmente ter arriscado algo sem ter certezas de nada, mudado a minha aparência e um pouco a minha forma de encarar a vida) continuo a sentir o que sempre senti, apenas com uma ligeira diferença, é tudo muito mais intenso, tudo muito mais pesado, tudo muito inconcreto.
Os anos passam mas como é dito "we are still the same" em parte isto é verdade, pouco ou nada mudei na minha vida, apenas oculto mais as coisas, apenas escondo mais as minhas frustraçoes, apenas escondo o sentimento de que me sinto cada vez mais sosinha, cada vez mais impotente, cada vez mais fustrada, cada vez mais velha, cada vez mais impaciente, sinto que estou a perder oportunidades na vida, sinto que podia ter vivido muito mais do que vivi até hoje, sinto que há muito para descobrir, mas sinto-me impotente em relação a isso, e essa impotencia irrita-me. Sinto-me insatisfeita mas não sei o que posso fazer para me satisfazer, ou se algum dia me sentirei completamente realizada e satisfeita com alguma coisa. Sou uma pessoa que vive das emoções e que não as controla muito bem, sou uma pessoa que precisa de ter emoção, novidade, aventura, atrevimento, na minha vida, porque tenho que estar constantemente motivada para continuar.
O risco, o mistério e o desconheçido, são os elementos que controlam a minha vida, pois simplesmente nao consigo controlar os meus instintos, para mim, não há nada que me seduza melhor do que um simples enigma, uma verdade oculta, um segredo, sou irresistivelmente atraida para estes elementos como um iman é atraido pela polaridade inversa de outro iman. Fazer as coisas que me apeteçem no momento, sentir a adrenalina a controlar o meu corpo, porque sei que estou a fazer algo arriscado, algo que não é permitido, algo que não deveria ser feito, é a sensação mais agradavel que tenho, só o simples pensamento de fazer algo ousado e momentaneo desperta todos os sentidos que possuo, e apura-os, quase como um predador que prepara cuidadosamente a emboscada á sua presa. todos os seus musculos estão tensos e prontos a reagir.
Descobrir pouco a pouco algo sobre alguém é o meu maior fraco, e o meu jogo favorito, é nestas alturas em que sinto maior atracção sobre a pessoa, pois quando já a conheço bem, o encanto desvanece-se, no entanto, é o facto de não saber nada sobre ela que me prende inconscientemente ou mesmo conscientemente a essa pessoa, gosto de descobrir coisas sobre as pessoas, gosto de descobrir a forma como elas pensam, e gosto de comprovar que na maior parte das vezes não me enganei quando formulei a minha ideia em relação a algo, acho que nesta area poderia ter seguido para psicologia, pois a mente humana e a forma como ela trabalha, os seus segredos, os seus encantos, fascina-me completamente, sou uma pessoa bastante observadora, e embora não pareça, estou constantemente a observar a forma como as pessoas se comportam, e ao mesmo tempo, a tentar compreende-las e associa-las a um certo tipo de padrão, no entanto é aqueles que mal conheço que me fascinam mais, que atraem mais o meu olhar observador, que me conseguem seduzir pelo doce nectar do desconhecimento, que prendem o meu interesse, até tudo ter ser descoberto, até eu perceber que afinal já não me podem ofereçer mais informação sobre elas, ou que esta informação é obsoleta. No entanto, e até atingir este estágio, que pode ser mais rapido do que o esperado, é como se a minha própria mente se encontrasse embrigada e ficando cada vez mais á medida que vai absorvendo todos os pequenos detalhes, todas as pequenas informações por mais insignificativas que possam pareçer á vista de todos.
Para concluir, acho que possuo uma enorme sede por conheçimento, uma sede insaciavel que cresce todos os anos, uma sede que não me deixa descansar por completo. juntando a isto tudo, acrescenta-se ainda a minha enorme ansiedade, desconfiança, duvidas do tamanho do mundo, e ausencia de auto-confiança em mim propria, sou a minha pior critica e não há ninguem no mundo que tenha feito tanto mal a mim própria como eu própria. Sou escorpião, está tudo dito.