terça-feira, 7 de agosto de 2007

Férias

"Without a care in this whole world, Without a care in this life,
It's what you take that makes it right..."
Finalmente chegaram as férias! Não que realmente precisasse delas, mas apenas porque fazem parte.
Para ser completamente sincera, preferia continuar em Alverca, dado que as minhas férias este ano não tem qualquer rumo, destino ou planos traçados. O único plano que tinha idealizado, (ir para Hamburgo durante uma semana, mais concretamente para o festival de metal Wacken Open Air) infelizmente, não pode ser concretizado este ano devido a motivos económicos.
Arruinados os meus planos, encalhei em Lisboa, o pior sitio na minha opinião, para se estar encalhado durante as férias, especialmente quando se está tão farto da cidade de Lisboa como eu estou.
Até mesmo a unica coisa que me faz sentir em paz temporariamente, me tem sido impossivel de fazer ultimamente. É uma coisa simples, mas que devido á saturação de pessoas na zona, tem impossibilitado o contacto e a intimidade que possuo com aquele lugar, lugar esse que é as escarpas rochosas da zona de peniche, onde custumava sentar-me, e esqueçer-me de tudo, de todos os pensamentos, e de todas a preocupações, simplesmente me sentava e deixava-me absorver pelo som das ondas a embaterem nas rochas, o cheiro a humidade salgada, e o vento tranquilizante mas frio daquela zona.
As minhas férias estão resumidas a uns meros dias de praia ocasionais com a minha vizinha e um amigo, e o estar fechada em casa a ver filmes. Lisboa já não me traz nada de novo, nem mesmo a nivel da fotografia, o meu hobbie mais frequente, Lisboa está saturada e vazia ao mesmo tempo.
Anseio por algo diferente, mas isso nunca surge, e deixo-me esmorecer aos poucos sufocada pelos dias de férias vazios e solitários. A minha unica oportunidade de mudar de rotina, baseia-se num mero fim de semana próximo, mas que me pareçe ainda tão distante, em que as coisas serão certamente diferentes, tanto a nivel de pessoas como a nivel de região e convivio.
Apesar de tudo há algo que me preenche a mente quase diáriamente, um pensamento que deveria ser ignorado e esquecido, mas que nunca o faço, e isso inquieta-me.

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